
Bolsas, mochilas, acessórios e móveis preparados para tornar a vida dos assaltantes bem mais difícil. Esse é o perfil das peças que integram o projeto “Design contra o crime”, uma iniciativa do Senai Paraná e do coronel Roberson Luiz Bondaruk, comandante da Academia Policial Militar do Guatupê, instituição de ensino superior responsável pela formação dos oficiais paranaenses.
Depois de conquistar o segundo lugar na categoria “processo inovador” da Mostra Inova Senai 2008, a iniciativa foi agraciada no fim de maio com um prêmio internacional: o Hermès de L’Innovation 2009, concedido pelo Instituto Europeu de Inovação e Estratégias Criativas de Paris. O projeto venceu na categoria “inovação e desenvolvimento humano”.
Tudo começou com uma pesquisa feita por Bondaruk com 287 presos do sistema penitenciário paranaense, a fim de identificar as técnicas mais utilizadas em pequenos furtos. Com essas informações em mãos, o coronel recebeu o auxílio dos profissionais do Senai Paraná – Annelise Vaine Castelli, Marcelo Gonçalves Azevedo e Marianne Reinhardt Rohrig – que pesquisaram a aplicabilidade do conceito de design contra o crime e o empregaram no desenvolvimento de produtos de vestuário e mobiliário.
“O grande desafio desse projeto foi criar a eficiência necessária para proteger os usuários sem comprometer as qualidades estéticas e ergonômicas das peças”, conta o designer Marcelo Azevedo. Além dos protótipos, o trabalho conjunto resultou em um livro intitulado “Design Contra o Crime: prevenção situacional do delito através do design de produtos”. A publicação está à venda nas Livrarias Curitiba (www.livrariascuritiba.com.br), no valor de R$ 20,00.
Segurança a toda prova – Saiba mais sobre os produtos do projeto “Design contra o crime”

(1) Uma cobertura foi colocada sobre os zíperes das roupas com o intuito de dificultar o acesso aos bolsos. Nas calças, os bolsos traseiros foram dotados de velcros e aplicados em posição mais baixa que o normal.
(1 e 2) Além de cadeados, bolsas e mochilas receberam bolsos flutuantes, ou seja, que não chegam ao fundo, justamente onde os assaltantes costumam fazer cortes para alcançar os pertences. Os bolsos ganharam revestimento de redes de pesca, que tornam o corte ainda mais complicado, uma vez que seus nós criam interrupções e movimentos bruscos, capazes despertar a atenção da vítima.
(3 e 4) Suportes e travas inseridos em mesas e cadeiras permitem guardar bolsas e mochilas com segurança em locais públicos. |